Até onde se esbarra o mau-caratismo do homem?

4 05 2009

mauHá dias procuro entender as diferentes formas de agir do ser humano (e estou inclusa em uma vasta lista de ações), mas não consigo conceber ao mau-caratismo emprenhado em nossa sociedade e fico a pensar se, de fato, a consciência desses que exprimem tal personalidade não vem a pesar quando postos sobre o travesseiro, desde que não estejam calejados, como costumamos dizer no popular.

Os motivos inerentes a cada pessoa de índole duvidosa podem ser mínimos, e muitas vezes os são, como pegar uma caneta do colega de trabalho sem ele ver e quando for questionado a respeito fingir que de nada sabe, assim como podem ser grandiosos, a exemplo: roubar um país inteiro, a todos os cidadãos e contribuintes que escoem parte de seus orçamentos a Receita Federal (pois quem deveria e não paga, ajuda em fazer com que outrem pague mais), para auto-beneficência, colaborando com o Caixa Dois da própria campanha, e na maior cara-de-pau afirmar publicamente que não tinha conhecimento.

Já dizia o tão esquecido escritor austríaco exilado no Brasil, Stefan Zweig, “a desventura, em verdade, não transforma nunca um caráter, não lhe acrescenta novos elementos, modela apenas as inclinações já existentes, dando-lhes novas formas”.

Mas todas essas “firulas” (se assim posso chamá-las) aqui expressas são para mostrar minha indignação diante do envenenamento moral que alguns se submetem, uma vez que a moral está solidificada nas atitudes boas ou más de um indivíduo, e a esse conjunto se dá o caráter.

No dia 04/04/2009, sábado, às 22:30h, estava na casa do meu namorado, mas decidi que deveríamos retornar a minha residência para buscar alguns pertences que havia esquecido. Durante o trajeto notamos que a pista contrária estava com um baita engarrafamento, devido ao show que estava acontecendo no Parque de Exposições (acho que Victor e Léo, não me ligo nessas duplas). Na volta para casa dele decidimos ir pela orla, que sempre está mais tranqüila, não tanto quanto eu queria, mas estava melhor que a Paralela. Ao passar pela Avenida Dorival Caymmi, em Itapuã, levei um susto, o carro que vinha atrás de mim (não sei porque cargas d’água; arrisco em dizer que foi mera distração) bateu no fundo do pobre KA. Eu e meu namorado descemos para averiguar o estrago, enquanto o motorista do outro veículo, que estava com a lotação completa, se quer desceu para ver como estava a frente do veículo que ele dizia ser seu. Queria, inclusive, dar uns trocados para resolver logo a situação, mas rejeitei tal acordo, pois, embora, pouca coisa tivesse sido danificada no meu carro não seria eu a mecânica a avaliar o que realmente necessitaria de reparos. Anotei todas as informações que precisaria, em caso de levar a ocorrência até as autoridades competentes, trocamos telefones, na mesma hora liguei para confirmar o número dele e ficou combinado d’eu entrar em contato para findarmos o acordo estabelecido. Até aí, tudo bem. Veio a Semana Santa e viajei com minha família para o interior. Não liguei. Deixei que o jovem permanecesse junto à família sem muitas preocupações. No retorno tive uma semana de trabalho complicadíssima, que mal tinha tempo de respirar, mas, enfim, antes mesmo do feriadão de Tiradentes fiz minha primeira ligação. Muito educado, o rapaz me falou que durante a semana não poderia levar o carro a oficina, por conta do trabalho, mas que no fim de semana levaria para avaliação, pois, a depender das condições, teria que acionar o seguro para cobertura das despesas. Aguardei que o fim de semana passasse e outra semana atribulada, devido aos tantos feriadões, seguiu sem o retorno de *Paulo. Tentei ser compreensiva, achando que o mesmo, talvez, pudesse estar na mesma situação que eu. Até que dia 25/04 fiz nova comunicação e este me disse que eu havia ligado para o celular errado, que pertencia a outra pessoa. Claro que sabia que estava mentindo para mim, mas quis ver até onde iria o mau-caratismo do sujeito, que foi a ponto de, após esta última ligação, eu só encontrar o celular desligado, na caixa postal.

Agora, mas que antes, irei me empenhar em tomar as medidas cabíveis, mas me questiono sobre o que se passa pela mente de pessoas desse tipo. E olha que não é a primeira vez que algo semelhante me acontece. Em 2008, um sujeito bateu na lateral do meu carro e quando desci para ver o ocorrido quase me atropelou, evadindo-se do local. Como a placa era fria fiquei no prejuízo.

Contudo, findo deixando-nos uma pergunta que ainda há de ser colocada por muitos de nós e por muito tempo, meus caros. Onde está a solução para uma formação humana mais íntegra? Qual a saída para vivermos conforme o bom senso, em um mundo sem corrupção e com dignidade? Por favor, digam-me. Pois, eu estou farta!

Pensemos bem: “Nosso caráter é resultado de nossa conduta”, já dizia o grande pensador Aristóteles.

*Paulo é um nome fictício, dado pelo próprio.





Museu de Arte Moderna da Bahia – Artes, Cultura e Lazer

4 05 2009

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O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), situado em um dos cartões postais mais conhecidos e visitados de Salvador, o Solar do Unhão, é caracterizado por um misto encantador do moderno e do antigo, sustentado pela riqueza histórico-cultural que o envolve.

A opulenta construção datada do século XVII, que fora residência do Desembargador Pedro de Unhão Castelo Branco, tal qual, a partir deste, se dera o nome do local, possui capela, casa grande, senzala e fábrica, todos adaptados ao museu, além de aqueduto, chafariz e cais à beira-mar, ou melhor, às margens da Bahia de Todos os Santos que formam um cenário inspirador para quem visita, tornando-se perfeito para as exposições que abriga. São obras ímpares e contemporâneas, como as de Mário Cravo, Tati Moreno, Bel Borba, Carybé, Rubem Valentim, que fica em “Sala Especial”, além de tantos outros artistas que compõem um acervo abundante de obras de arte.

A arquitetura colonial, tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), possui outros espaços acomodados para o visitante, como restaurante, loja de souvenir, teatro-auditório, biblioteca e área livre para shows.

Programação Especial

Até o dia 31/05 acontece a mostra Carybé, no Casarão e na Galeria 1 do MAM, em celebração aos 70 anos da primeira visita do artista a Bahia, além de integrar a programação especial de 50 anos do MAM. Serão esculturas, pinturas, desenhos, gravuras, ilustrações e registros que recontam a história de trabalho do artista.

Nos sábados, das 18h às 21h, acontece o “JAM no MAM”, projeto cultural que traz o mais tradicional e autêntico jazz, com os músicos Ivan Bastos (baixo), Paulo Mutti (guitarra), André Magalhães (piano) e André Becker (saxofone), e a participação de outros profissionais locais, que se apresentam em formato “jam session”: tema e improvisação. Os ingressos custam R$4,00 (inteira) e R$2,00 (meia).

Já no domingo, das 16 às 18h, a programação segue, especialmente, para criançada. Trata-se do “Pinte no MAM”, evento de pintura lúdica ao ar livre, coordenado pelo artista plástico Maninho, destinado ao público infantil. A entrada é franca e vale à pena conferir.

Não deixe de conhecer e participar dos eventos programados pelo MAM, pois, além de aprazível e oferecer cultura de bom gosto, este lugar mágico é, sem dúvida, a representatividade singular que pulsa nas veias da Bahia.

Maiores Informações

Acesse o www.mam.ba.gov.br ou, então, ligue no (71) 3117-6065/ 6141 ou 6139 e divirta-se! A visitação do espaço acontece de terça-feira a domingo, das 13h às 19h, e sábados, das 13h às 21h.

 

Artigo publicado no site da Fundação Cultural CA&BA

http://www.caeba.org.br/site/index.php/page/artigos/id/6





Brasil e França em grande evento cultural

4 05 2009

torre_eiffel1O Brasil abre as portas para a França transformando a estratégica troca de moedas em instrumento francófono cultural para os brasileiros. Trata-se do Ano da França no Brasil, que acontece de 21 de abril (data comemorada pelo Dia da Inconfidência Mineira) até 15 de novembro (Dia da Proclamação da República), com vistas a estender até o fim do ano, de acordo com o calendário festivo. O intuito do evento é divulgar os setores político, econômico, cultural e tecnológico da França no Brasil em reciprocidade ao bem-sucedido Ano do Brasil na França, realizado em 2005. O episódio que está sendo organizado em cooperação de qualidade deve disseminar mais das riquezas humana e artística francesas entre os brasileiros, além de estreitar os laços de amizade que já preconizam entre as duas nações.

A programação que irá abranger todos os estados do território nacional, fazendo exalar a fragrância cultural francesa por onde quer que passe, fora distribuída em três eixos de ação. A primeira denominada França Hoje será composta por criação artística, inovação tecnológica, pesquisa científica, debate de idéias e dinamismo econômico. A segunda, caracterizada por França Diversa, vem acompanhada pelas diversidades da sociedade francesa, de saberes e regional, envolvendo as regiões da França metropolitana e ultramar. Já a França Aberta, terceira linha de ação, preza pela busca de parcerias franco-brasileiras que devam inspirar os projetos, parcerias franco-brasileiras com outros países do mundo, como a África, Caribe e América Latina, e debates sobre os grandes temas da globalização.

Esse que promete ser o ano da efervescência cultural francesa no Brasil terá em sua programação desde Literatura de Cordel com exposições itinerantes, exposição de Arte Moderna e Contemporânea, Montagem Teatral mesclando a religiosidade afrobrasileira à cultura francesa, com dança, vídeo e música ritmada pelo Candomblé e pelo choro, com participação de Gilberto Gil, até festival de Artes Cênicas, lançamento de livros e revistas, oficinas, circo, colóquios, conferências, desfile de moda com showrooms e animações, além de apresentação do Maestro Michel Legrand juntamente com orquestras sinfônicas de diversos estados brasileiros e criação de centro internacional e permanente de Música Negra em parceria com o Museu Du Ritmo, de Carlinhos Brown.

Mais que um intercâmbio de diversidades, espera-se que este grandioso evento se configure como o princípio para a Revolução Brasileira, como fora na França, no que tange o realismo cultural.

Confira no site oficial do Ano da França no Brasil a programação completa para o Estado da Bahia e os demais estados 

www.anodafrancanobrasil.cultura.gov.br

 

Artigo publicado no site da Fundação Cultural CA&BA

http://www.caeba.org.br/site/index.php/page/artigos/id/4





Bem-vindos!

4 05 2009

bemvindo.jpegCaros amigos,

Finalmente deixei minhas anotações em papel de lado (em parte) para participar de vez da era digital.

Espero que gostem e colaborem com comentários, sugestões, críticas, dicas… Enfim, participem com as centelhas luminosas que brotarem de vossas mentes.

Aos que ainda não são meus amigos, mas que se interessaram em conhecer um pouco de mim através da escrita ou apenas queiram ler meus textos, também, sejam muito bem-vindos!

 

Um abraço.

 

Mônica França

Jornalista/ DRT-BA 2581

E-mail: monifranca@hotmail.com