Inversão dos Meios de Comunicação

13 06 2009

tv1Engraçado como os meios de comunicação, por vezes, assumem papéis inversos, de acordo com as necessidades prioritárias de cada um.

Na terça-feira, 09, enquanto fazia infinitas pesquisas sobre diversos temas na internet e, a cada nova informação abria tantas outras janelas e guias na rede de comunicação, ouvia de longe as notícias do dia serem transmitidas pelo Jornal Nacional da Rede Globo.

Era o país que entrava em recessão por conta do PIB negativo, pela queda de 0,8% nos três primeiros meses do ano comparados ao mesmo período de 2008; mais corpos sendo localizados na Costa Brasileira, em conseqüência da fatídica queda do avião da Air France, que deixou 228 vítimas; pilotos sendo aconselhados pelo sindicato de funcionários da companhia a não decolarem enquanto os sensores de velocidade das aeronaves de marca francesa não fossem substituídos, gerando mais temor quanto aos acidentes aéreos, tanto para quem trabalha como quem utiliza desse meio de transporte; o grande Felipão, ex-técnico da Seleção Brasileira, indo para o Uzbequistão treinar uma equipe que jamais alguém ouviu falar e que sequer me arrisco em pronunciar (Bunyodkor) e, ainda, em discurso afirmar que aceitou a oferta por terem lhe apresentado uma idéia de projeto que se assemelhava a trabalhos que eram de interesse dele, entre outras marolas. Porém, em meio a esse turbilhão de informações, que ora lia ora ouvia, fui tomada pela leveza da reportagem do jornalista André Junqueira, que trazia como pano de fundo da própria matéria uma música instrumental programada para tocar os corações aflitos, dos tantos dramas e tragédias que nos chegavam e que, de fato, tocou-me sensivelmente. Isso para não comentar os closes que esbanjavam felicidade, embora eu tenha sã consciência que estas são algumas das ferramentas que compunha o jogo do marketing ali presente, correndo nas entrelinhas.

Naquele momento, a notícia sobre o reencontro dos dois meninos com seus pais biológicos, após 24 anos, foi tão mais impactante que qualquer crise mundial ou déficit interno, que no mesmo instante deixei o mouse escorregar por minhas mãos para permitir a TV cumprir seu papel, sentando-me à sala, diante dela, ouvindo-a, vendo-a e admirando-a.

Não sei por quanto tempo a notícia ficou no ar, mas foi o suficiente para ver que um fato inusitado e com final feliz, como no caso dessas duas famílias, tivesse despertado a atenção da mídia e virasse um assunto noticioso, com transmissão para todo o Brasil.

Só pude sorrir e acreditar que TV também se faz de coisas boas e fico a imaginar qual terá sido a reação dos outros tantos milhões de brasileiros que assistiam ao Jornal Nacional, naquele mesmo instante que eu.

Terão tido compreensão semelhante ou fora uma pausa para enfiar os dedões nos incontroláveis controles remotos em busca das mazelas alheias? Sem respostas, prefiro acreditar na primeira hipótese e prosseguir a escrita desse texto com o mesmo sorriso que me brotou dos lábios quando diante da TV estava ao ver aquela notícia do bem.  Contudo, é claro que ao retornar aos meus sites de busca, minha TV se restringiu em ser o solitário meio difusor de recursos vocais.

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Analfabetos, 16 mi; Gugu Liberato, 3 mi

13 06 2009

gugu

Em um país onde o salário mínimo não chega a R$ 500,00 e a miséria ronda e adentra milhares de lares brasileiros, deparamos com a fatídica notícia de que o apresentador de TV (que está mais para boneco de fantoche, e das piores representações) Gugu Liberato acaba de fechar contrato milionário com a Rede Record para transportar à emissora dos pastores o enlatado no mesmo formato que apresenta no SBT, por uma cifra de nada menos que R$ 3.000.000,00 por mês.
 
Pasmem! Isso mesmo. É zero até perder de vista. Mas até a educação do país também tem seus zeros nos 16.000.000 de analfabetos. Recentemente, no dia 09/06, saiu o resultado do relatório (Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009) produzido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), relatando sobre a educação no país que, vergonhosamente, mostra que 680 mil crianças e adolescentes, entre sete e 14 anos, estão sem estudar.

Embora, em relação ao acesso escolar, à aprendizagem, permanência e conclusão do Ensino Básico a educação brasileira tenha avançado (atualmente, alcançando o patamar de 97,6% de matriculados, na faixa etária citada), o número dos exclusos é alto e pode se tornar mais gritante caso o povo e seus representantes não tomem medidas sócio-educativas eficientes para combater este mal que se arrasta pela história do Brasil. 

Reclamar de quê?
 
O próprio senador Cristovam Buarque (PDT-DF) expressou em plenário que o fato do Brasil estar muito próximo de “universalizar o acesso à educação” é uma pretensão meramente “ilusória”. E mais, declarou para quem bem quisesse ouvir e entender que o aumento no número de alunos matriculados, sequer significa obter conhecimento: “A matrícula não indica frequência. Frequência não indica assistência. Assistência não indica permanência. Permanência não indica aprendizado”, como bem colocou o senador.

Mas o que Gugu tem a ver com tudo isso? Ora, nada! Afinal de contas não foi ele quem fechou as portas da educação e tão pouco pediu para receber um salário incompatível com a realidade socioeconômica do trabalhador brasileiro. Pelo contrário, o programa do apresentador busca até a inclusão, com a participação dos telespectadores para “tornar os domingos cada vez mais especiais”, como consta na chamada do site oficial do Domingo Legal. Basta apenas clicar e optar por um dos educativos quadros da recreação dominical, como “Devo, Não Nego”, “Lendas Urbanas”, “TV Fuxico”, “Menino de Rua”, “Quero Meu Cãozinho”, entre outras dezenas de circos midiáticos que não exigem esforço mental.

Reclamar de quê quando se tem o maior Ibope dentre os programas exibidos aos domingos? Mudar o foco da apresentação por quê? Dizem que em time que está ganhando não se mexe. E assim, o povo vai se emoldurando nos quadros da deseducação, se é que algum dia a TV dominical teve algo digno de ser chamado educação.

Artigo publicado no Observatório da Imprensa:

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=542TVQ006

 

No site “Página do E”

http://www.paginadoe.com.br/home/post/3189

 

E no site da Fundação Cultural CA&BA

http://www.caeba.org.br/site/index.php/page/artigos/id/21





Movimento Nacional em Defesa do Diploma de Jornalista

13 06 2009

Diploma





Influenza A e a Mídia

12 06 2009

influenzaemidia

A Influenza A (H1N1), comumente conhecida por gripe suína, ganha força entre os 76 países oficialmente confirmados com a contaminação do vírus. Porém, a doença que já subiu para o alerta máximo de pandemia, nível 6, parece ter perdido força no destaque da mídia. Quando surgiram os primeiros registros da doença, no México, e em menos de 24 horas nos Estados Unidos, no final de março deste ano, outro assunto não era mais comentado na TV, nas rádios, em sites da internet, entre outros meios de comunicação, do que o vírus da gripe transmitido de porcos para humanos. Até mesmo a crise econômica perdeu espaço para a crise gripal.
 
Hoje, sendo declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a primeira pandemia em mais de 40 anos, e em grau mais elevado, vemos as notícias sobre a Influenza A serem passadas no segundo bloco dos telejornais ou, mesmo, serem postos nas segundas páginas dos cadernos dos jornais, sem ao menos receberem uma prestigiosa manchete de capa.
 
Deve-se, então, supervalorizar a pandemia e fuzilar o povo com as notícias sobre a gripe, deixando de lado os outros fatos e acontecimentos do cotidiano? Obviamente que não. Contudo, não esqueçamos que assim como diversos países, entre eles o Brasil, encontram-se em estado de alerta, nível máximo, por conta do vírus que já deixou quase 36.000 doentes e 163 mortos (de acordo com último balanço nesta segunda-feira, 15), as pessoas também precisam ser informadas sobre a doença de maneira prioritária. Reforçar os conhecimentos sobre o tipo gripal fará, inclusive, com que novos casos sejam evitados, se tivermos ao nosso lado os meios de comunicação funcionando como porta-vozes para a prevenção.
 
Afinal de contas, conhecimento nunca foi e tão pouco será demais para quem quer que seja e seguro, meu amigo, morreu de velho e não de gripe suína.

Enfim, o que é a Influenza A?

Influenza A(H1N1) é uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus da gripe tipo A (capaz de levar a óbito) que, inicialmente, havia sido transmitida ao ser humano através de porcos. Com as mutações sofridas, o vírus passou a ser transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou espirro e secreções respiratórias de pessoas infectadas. No entanto, a ingestão da carne de porco e produtos derivados não resulta em contágio.

Sintomas e Prevenção

Os sintomas da influenza A(H1N1) se apresentam por febre alta de maneira repentina (acima de 38ºC) e tosse podendo estar acompanhada de dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, e dificuldade respiratória. De acordo com informações do Ministério da Saúde, os sintomas podem iniciar no período de 3 a 7 dias e a transmissão ocorre principalmente em locais fechados. Contudo, com a finalidade de minimizar os efeitos da disseminação da influenza A, a Diretora Geral da OMS, Dra. Margaret Chan, considerou prudente que as pessoas que estejam doentes, nas áreas afetadas, adiem viagens internacionais e que as pessoas com sintomas após viagens internacionais procurem atendimento médico imediato. O Ministério da Saúde ainda recomenda aos viajantes que se destinam às áreas afetadas que usem máscaras cirúrgicas descartáveis, durante toda a permanência nessas áreas, e substituam a máscara sempre que necessário; ao tossir ou espirrar, cubram o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável; evitem locais com aglomeração de pessoas e o contato direto com pessoas doentes; não compartilhem alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal; evitem tocar os olhos, nariz ou boca; lavem as mãos freqüentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar; em caso de adoecimento, procurem assistência médica e informem história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países; e, não façam uso de medicamentos sem orientação médica.

Vacina

Recentemente, a vacina foi produzida pelo laboratório Novartis. Porém, de acordo com declarações de Daniel Vasella, conselheiro do laboratório, ao jornal “Financial Times”, o grupo farmacêutico não pretende distribuir gratuitamente o medicamento a países pobres, como havia solicitado a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. Em outras palavras, a empresa está é interessada em faturar com o episódio e não atuar de maneira solidária, mesmo em caráter emergencial.

Como Começou

Inicialmente, a ocorrência de influenza tipo A sobre humanos tinha sido notificada no México e nos Estados Unidos. Agora, 76 países são considerados áreas de risco, apenas para citar alguns: Canadá, Japão, Espanha, Reino Unido, Panamá, Alemanha, França, Colômbia, Costa Rica, Itália, Nova Zelândia, Brasil, Israel, China, Bélgica, El Salvador, Coréia do Sul, Cuba, Guatemala, Holanda, Suécia, Chile, Finlândia, Malásia, Noruega, Polônia, Tailândia, Turquia, Argentina, Austrália, Áustria, Dinamarca, Equador, Grécia, Índia, Irlanda, Peru, Portugal, Suíça, Filipinas, Rússia, Islândia e Honduras, além dos Estados Unidos e do México.

Todo cuidado é pouco para viajantes e pessoas que trabalham ou transitam em portos e aeroportos.

E, se você já está de malas prontas e pretende sair do país (ou mesmo está em área de risco) siga corretamente as recomendações orientadas pela Organização Mundial de Saúde e pelo Ministério da Saúde e faça uma boa viagem. Cuide-se!

Telefones e Sites úteis

– Disque Saúde: 0800-61-1997
– Ministério da Saúde: www.saude.gov.br
– Secretaria de Vigilância em Saúde: www.saude.gov.br/svs
– Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA: www.anvisa.gov.br
– Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: www.agricultura.gov.br

 

 Artigo publicado no site da Fundação Cultural CA&BA

 http://www.caeba.org.br/site/index.php/page/artigos/id/20





Intolerância e Preconceito são reforçados por pais de alunos em escola de Minas Gerais

9 06 2009

rejeitadoA palavra absurdo, oriunda do adjetivo latino absurdus, que significa “desagradável ao ouvido”, e, por extensão, “incompreensível, absurdo”, vai além de uma exclamativa de contestação quando nos deparamos com situação semelhante a vivida pelos pais de um menino de Contagem, na Grande Belo Horizonte, portador de uma deficiência que afeta a comunicação e o desenvolvimento mental.

Um grupo de 20 mães da escola Polo Eustáquio Júnior Matosinhos, onde o garoto estuda, fez um abaixo-assinado e levou ao Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente do município e a Secretaria Municipal de Educação exigindo medidas eficazes para o comportamento do portador de deficiência que, segundo elas, é agressivo com as demais crianças “normais”, pedindo-lhes, inclusive, o afastamento da escola. De acordo com a diretora da instituição, as mães ainda ameaçaram retirarem seus filhos do educandário, caso providências não fossem tomadas contra o menor deficiente. No entanto, a escola que acolhe outras quatro crianças portadoras de deficiências e adota medidas sócio-educativas de inclusão se posicionou de maneira contrária ao pedido dessas mães.

O desafeto e a intransigência das mulheres foram tomados como surpresa para os pais do menino deficiente que disseram estar muito triste com a situação e acrescentaram que, ao contrário do que dizem, o filho é muito carinhoso e adora beijar e abraçar os colegas, e informam que até mesmo o desempenho mental dele vinha melhorando no convívio com os demais alunos.

O que mais impressiona e chama a atenção nesta situação é o preconceito (puramente causado pela ignorância do ser diferente) que partem de pessoas que, de fato, deveriam estimular seus filhos a respeitar as diferenças e deficiências alheias, através de ações que promovam a inclusão social e não afastá-los dessas vivências e rejeitar as pessoas que sofrem de determinados males, transformando crianças em adultos menos compreensivos e intolerantes.

É lamentável a situação e espero que o fato não venha a desencorajar outros pais que têm filhos deficientes e lutam pelo direito de serem tratados como iguais. Que seja mais um estímulo, tanto para os indivíduos quanto aos órgãos competentes, para ações que promovam e perpetuem a igualdade entre os homens.

Artigo publicado no blog “AVida com Logan”

http://www.avidacomlogan.com.br/

 

E no site da Fundação Cultural CA&BA

http://www.caeba.org.br/site/index.php/page/artigos/id/19





Salvador Livre do Tabagismo

9 06 2009

proibido_fumarEnfim é aprovado o projeto de lei que proíbe o fumo em ambientes públicos. A partir de agora, não mais irá existir a famosa “área para fumantes” nos estabelecimentos patentes que, diga-se de passagem, geralmente, eram os melhores locais reservados dentro dos restaurantes, bares e shoppings da cidade para esse público (como se a fumaça exalada pelos fumantes fossem ficar limitadamente estáticas as áreas que lhes eram determinadas).

A proibição que traz consigo a polêmica que deve render verdadeiras batalhas entre fumantes e não-fumantes vigorou a partir do dia 01 de junho e quem desobedecer pode sofrer penalizações previstas na lei, com multa variável entre R$ 200,00 e R$ 2 milhões. A multa, conforme a Lei 7.651, vale tanto para donos de estabelecimentos quanto para fumantes e o órgão fiscalizador da norma será a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom).

Vale ressaltar que, de acordo com o artigo 1º, “fica proibido o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco, no âmbito do Município do Salvador, em ambiente coletivo, público e privado”.

A lei que veio a calhar com a Semana de Combate ao Tabagismo é mais um incentivo a promoção da saúde, pois garante a população (em geral) não ter que obrigatoriamente ser bombardeada com as tóxicas fumaças dos cigarros alheios, que só geram doenças.

Parabenizo a ação do prefeito de Salvador, João Henrique, pela iniciativa, assim como espero que a ação seja estendida entre outros gestores municipais, com o intuito de preservar o bem-estar social.





EXPOMARK2 – Exposição de Marketing e Empreendedorismo da F2J

9 06 2009

expomark_2_cv_panfletoMuita animação, mostra de marcas, variedade de produtos e distribuições de brindes e cursos promovidos pelo SEBRAE marcaram a EXPOMARK2 – Exposição de Marketing e Empreendedorismo da Faculdade 2 de Julho.

O evento, organizado pelos alunos do curso de Propaganda e Marketing da F2J, aconteceu nos dias 03 e 04 de junho, com o proposito de reunir expositores e anunciantes de diversos segmentos no campus, transformando-o em vitrine para grandes marcas e produtos, além de traduzir as novas tendências do mercado publicitário e de marketing.

Durante a EXPOMARK2 outros eventos paralelos aconteceram como as apresentações da quadrilha junina infantil, estandes de artesanatos e de deliciosas comidas típicas do São João, além de esquetes teatrais, sorteio de brindes e do Espaço Interativo, também chamado de “Espaço Click”, na qual qualquer um pôde trajar as vestimentas tradicionais da festa junina e se divertir com o resultado das fotos.

A EXPOMARK2 foi aberta ao público e contou com o patrocínio da Asa Motor Center, da Secretaria de Cultura de Camaçari, da Premium Salgados, da Mendonça Toldos e Coberturas e apoio da Delicatessen Santana, do Pietro’s Bar, da EP Embaplastil e da Odonto Health.

Veja o resultado da EXPOMARK2 no site: www.expomark.com.br.