Influenza A e a Mídia

12 06 2009

influenzaemidia

A Influenza A (H1N1), comumente conhecida por gripe suína, ganha força entre os 76 países oficialmente confirmados com a contaminação do vírus. Porém, a doença que já subiu para o alerta máximo de pandemia, nível 6, parece ter perdido força no destaque da mídia. Quando surgiram os primeiros registros da doença, no México, e em menos de 24 horas nos Estados Unidos, no final de março deste ano, outro assunto não era mais comentado na TV, nas rádios, em sites da internet, entre outros meios de comunicação, do que o vírus da gripe transmitido de porcos para humanos. Até mesmo a crise econômica perdeu espaço para a crise gripal.
 
Hoje, sendo declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a primeira pandemia em mais de 40 anos, e em grau mais elevado, vemos as notícias sobre a Influenza A serem passadas no segundo bloco dos telejornais ou, mesmo, serem postos nas segundas páginas dos cadernos dos jornais, sem ao menos receberem uma prestigiosa manchete de capa.
 
Deve-se, então, supervalorizar a pandemia e fuzilar o povo com as notícias sobre a gripe, deixando de lado os outros fatos e acontecimentos do cotidiano? Obviamente que não. Contudo, não esqueçamos que assim como diversos países, entre eles o Brasil, encontram-se em estado de alerta, nível máximo, por conta do vírus que já deixou quase 36.000 doentes e 163 mortos (de acordo com último balanço nesta segunda-feira, 15), as pessoas também precisam ser informadas sobre a doença de maneira prioritária. Reforçar os conhecimentos sobre o tipo gripal fará, inclusive, com que novos casos sejam evitados, se tivermos ao nosso lado os meios de comunicação funcionando como porta-vozes para a prevenção.
 
Afinal de contas, conhecimento nunca foi e tão pouco será demais para quem quer que seja e seguro, meu amigo, morreu de velho e não de gripe suína.

Enfim, o que é a Influenza A?

Influenza A(H1N1) é uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus da gripe tipo A (capaz de levar a óbito) que, inicialmente, havia sido transmitida ao ser humano através de porcos. Com as mutações sofridas, o vírus passou a ser transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou espirro e secreções respiratórias de pessoas infectadas. No entanto, a ingestão da carne de porco e produtos derivados não resulta em contágio.

Sintomas e Prevenção

Os sintomas da influenza A(H1N1) se apresentam por febre alta de maneira repentina (acima de 38ºC) e tosse podendo estar acompanhada de dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, e dificuldade respiratória. De acordo com informações do Ministério da Saúde, os sintomas podem iniciar no período de 3 a 7 dias e a transmissão ocorre principalmente em locais fechados. Contudo, com a finalidade de minimizar os efeitos da disseminação da influenza A, a Diretora Geral da OMS, Dra. Margaret Chan, considerou prudente que as pessoas que estejam doentes, nas áreas afetadas, adiem viagens internacionais e que as pessoas com sintomas após viagens internacionais procurem atendimento médico imediato. O Ministério da Saúde ainda recomenda aos viajantes que se destinam às áreas afetadas que usem máscaras cirúrgicas descartáveis, durante toda a permanência nessas áreas, e substituam a máscara sempre que necessário; ao tossir ou espirrar, cubram o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável; evitem locais com aglomeração de pessoas e o contato direto com pessoas doentes; não compartilhem alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal; evitem tocar os olhos, nariz ou boca; lavem as mãos freqüentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar; em caso de adoecimento, procurem assistência médica e informem história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países; e, não façam uso de medicamentos sem orientação médica.

Vacina

Recentemente, a vacina foi produzida pelo laboratório Novartis. Porém, de acordo com declarações de Daniel Vasella, conselheiro do laboratório, ao jornal “Financial Times”, o grupo farmacêutico não pretende distribuir gratuitamente o medicamento a países pobres, como havia solicitado a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. Em outras palavras, a empresa está é interessada em faturar com o episódio e não atuar de maneira solidária, mesmo em caráter emergencial.

Como Começou

Inicialmente, a ocorrência de influenza tipo A sobre humanos tinha sido notificada no México e nos Estados Unidos. Agora, 76 países são considerados áreas de risco, apenas para citar alguns: Canadá, Japão, Espanha, Reino Unido, Panamá, Alemanha, França, Colômbia, Costa Rica, Itália, Nova Zelândia, Brasil, Israel, China, Bélgica, El Salvador, Coréia do Sul, Cuba, Guatemala, Holanda, Suécia, Chile, Finlândia, Malásia, Noruega, Polônia, Tailândia, Turquia, Argentina, Austrália, Áustria, Dinamarca, Equador, Grécia, Índia, Irlanda, Peru, Portugal, Suíça, Filipinas, Rússia, Islândia e Honduras, além dos Estados Unidos e do México.

Todo cuidado é pouco para viajantes e pessoas que trabalham ou transitam em portos e aeroportos.

E, se você já está de malas prontas e pretende sair do país (ou mesmo está em área de risco) siga corretamente as recomendações orientadas pela Organização Mundial de Saúde e pelo Ministério da Saúde e faça uma boa viagem. Cuide-se!

Telefones e Sites úteis

– Disque Saúde: 0800-61-1997
– Ministério da Saúde: www.saude.gov.br
– Secretaria de Vigilância em Saúde: www.saude.gov.br/svs
– Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA: www.anvisa.gov.br
– Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: www.agricultura.gov.br

 

 Artigo publicado no site da Fundação Cultural CA&BA

 http://www.caeba.org.br/site/index.php/page/artigos/id/20

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