Gênio Bosco: o Som do Brasil

2 07 2009

joãoboscoNum ritmo pra lá de diferente do que os nordestinos estão acostumados a ouvir no mês de junho – aqueles deliciosos forrós pé-de-serra que embalam os festejos juninos –, no dia 26/06, subiu ao palco do programa Global Som Brasil o fascinante (para citar apenas um adjetivo) cantor e compositor João Bosco.

Com muita maestria, o cantor apresentou algumas de suas memoráveis canções ao lado da equiparável estrela Zizi Possi. Canções como Dois pra lá, Dois pra cá e O Bêbado e o Equilibrista que fizeram (e ainda fazem) enorme sucesso na interpretação de Elis Regina ganharam um tom melódico quase flutuante, pela leveza virtuosa que soavam da voz e do violão de Zizi com João.

Não bastasse tamanho prazer em ouvir os dois ídolos da Música Popular Brasileira, o programa ainda contemplou a nós telespectadores com os músicos Elisa Paraíso (interpretando Bijuterias, Bala com Bala e Caça a Raposa), Zé Renato (com os sucessos Kid Cavaquinho, De Frente pro Crime e Papel Machê) e Leandro Sapucahy (cantando Incompatibilidade de Gênio, Mestre Sala dos Mares e Ronco da Cuíca).

As melodias ritmadas pela maneira intrínseca de cada artista apresentar, transformou o palco, cenários, figurinos, iluminação e equipamentos de som em um afinado conjunto singular de habilidades (difícil até mesmo de compreender como algo conjunto pode ser ímpar ao mesmo tempo, mas o foi). Era a arte viva, além dos limitados significados Aureliano.

Mas o tinhoso Gênio Bosco ainda nos reservava outra surpresa. Deu um show a parte com o violonista e compositor Yamandu Costa, que “rasgou” de maneira espetacular os embalos da madrugada. Aquela altura (pois o Som Brasil começou após o programa do Jô, por volta das 2h da madrugada) já estava com meus sentidos em Linha de Passe, como a música que cantavam. Por quase quatro minutos mantive meus olhos fixos no plasma sem saber se era o violão que cantava ou o clamor de João Bosco que “violava” o tempero da canção. Só fui interrompida da admiração que dedicava quando me percebi aplaudindo os músicos, de pé, pelo lado de cá da telinha.

Valeu a pena deixar o edredom a minha espera. O Som Brasil mostrou que entreter não recai em subestimar o público com programação de desvio intelectual. Parabéns a Rede Globo pelo belíssimo espetáculo produzido. E por favor, eu também preciso dormir para enfrentar a maratona de arraias pelo interior da Bahia. 2h da manhã, só mesmo Gênios Boscos pra fazer meu olho não grudar.

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2 responses

11 07 2009
Vitor

Eu assisti e como um quase-fã de João, fiquei maravilhado! Simplesmente fantástico! O ápice foi ver João e Yamandú. Salve a música brasileira, viu? Salve a música brasileira!

11 07 2009
Mônica França

Salve-salve!
Beijão, Vitó.

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