Bahia Café Hall recebe Mariene de Castro e o grupo EME XXI

5 10 2009

Nova produtora baiana reúne samba, axé, pop reggae e música eletrônica em lançamento

Mariene de CastroMistura Fina, essa é a definição perfeita para o evento que o Bahia Café Hall -Paralela, realiza no próximo dia 24 de outubro, reunindo a sambista Mariene de Castro, que passeia pelo recôncavo, mistificando ainda mais a nossa terra, o grupo EME XXI, de Cátia Guimma, Márcia Short e Wil Carvalho, com repertório eclético e a Banda Himanay, um pop reggae que abre a noite, misturado com a música eletrônica dos DJs Chiquinho, Mauzz e Sankofa, além da participação do percussionista Bruno Mocotó.

Diversidade, miscigenação, pluralidade de gêneros e gostos, de ritmos e música, essa é a missão da Mistura Fina Produções, que vem com o compromisso de promover eventos conceituados e democráticos em nosso Estado.

Mais Informações:

Local: Bahia Café Hall – Paralela. (www.bahiacafehall.com.br)

Quando: 24/10/2009 (sábado), a partir das 21h

Valores:

Pista: Casadinha R$ 50 ou R$ 30 (meia) / R$ 60 (inteira)

Camarote Open Bar: R$ 70 (com cerveja, roskas, refrigerante e água) Censura: 16 anos

Ingressos à venda:

Balcões Pida

Lojas Ticketmix (Shoppings Barra, Iguatemi, Sumaré e Estrada do Coco)

Ingresso Rápido (venda on line: www.ingressorapido.com.br)

Contato para agendar entrevistas:

Valéria Ibalo – Jornalista (DRT/Ba – 2290)

Tel.:(71) 9997-2865 / 8840-5600

http://www.misturafinabahia.com/





VEJA só: o Nordeste na Mídia

26 08 2009

O NORDESTE NA MÍDIA, PRECONCEITO E ESTEREÓTIPO” (título atribuído pelo Observatório da Imprensa)

Por Mônica França e Erick Cerqueira
Não importa se modelo associativo ou padrão pré-estabelecido. “Usado principalmente para definir e limitar pessoas ou grupo de pessoas na sociedade”, o uso do estereótipo é motivado, sobretudo, pelo preconceito e discriminação, como consta seu significado na enciclopédia digital, Wikipédia.Tomando como base o substantivo em questão, quando o jornalista Marcelo Marthe escreve no texto em que assina (edição 2124, 08/08, revista Veja) que “o telejornalismo estilo `mundo-cão´ é o prato principal do horário do almoço nordestino” e que isso “se explica pelos altos índices de criminalidade da região”, em outros termos e bastando um pouco de discernimento, ele está criando um estigma preconceituoso acerca dos mais de 51 milhões de habitantes dos quase 1.800 municípios existentes nessa região.Para entender melhor nosso ponto de vista, voltemos um pouco ao texto de Marthe – que contou com a colaboração das reportagens dos jornalistas Leonardo Coutinho, Luciana Cavalcante, Fernanda Guirra, José Edward, Igor Paulin e Bruno Meier. Nas informações, o jornalista se utiliza dos termos generalistas para tentar explicar as hipóteses içadas sobre a quantidade de programas “policialescos” exibidos no Nordeste, em especial, o “expoente da baixaria baiana” Se Liga Bocão – citado como um dos exemplos, dentre as “aberrações” geradas pelas “produções regionais”.

Ranking de homicídios

Seguindo a contramão das “produções nacionais das grandes redes”, Marthe diz que a apreciação do nordestino ao estilo citado, exibido dentro do horário que atinge os maiores índices de Ibope na programação das TVs locais, é tida por “horário nobre” dos sítios e que isso faz parte da “tradição que remonta à era cenozóica da TV”. Ou seja, os velhos hábitos dos truculentos matutos e flagelados do Nordeste… Eis a chancela discriminatória evidente nas entrelinhas.

O jornalista não conseguiu esconder e deixou escapar sua verdadeira intenção ao traduzir que tal relação pitoresca entre o meio difusor e o expectador nordestino não passam de uma combinação entre baixa qualidade nas produções televisivas e as poucas faculdades intelectuais de um povo.

Um interessante flagrante de contradição da escrita pode ser visto quando Marthe se refere ao nordeste01programa Sem meias palavras, apresentado pelo repórter Givanildo. Em um mesmo parágrafo o autor cita que “o telejornalismo estilo `mundo-cão´ é o prato principal do horário do almoço nordestino. Isso se explica pelos altos índices de criminalidade da região”. Em seguida, diz que “as reportagens sobre um certo bêbado Jeremias e sobre o cachorro que faz sexo com uma garrafa pet transformaram Givanildo Silveira em hit no YouTube”. Será que a Google sabe que o seu produto, o Youtube, é assistido apenas por uma fatia do mercado brasileiro? Os nordestinos? Buemba, buemba como diria Simão. O esdrúxulo, caro Marthe, é sucesso em todo o país e no mundo.

Um levantamento da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) traz uma informação estarrecedora, talvez para os jornalistas – inclua-se aí o editor – da revista Veja:

“A cidade de Coronel Sapucaia (MS) tem a taxa média de homicídios mais alta do país, com 107,2 mortes para cada 100 mil habitantes. Em números absolutos, a cidade de São Paulo lidera o ranking, com 2.546 homicídios (taxa 23,7), seguida pelo Rio de Janeiro, com 2.273 (37,7).”

Um papel simples e ridículo

É incrível o que revela essa pesquisa, visto que as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Coronel Sapucaia não fazem parte do “mundo-cão” que assola o Nordeste, mas estão com os maiores índices de criminalidade do país. Para piorar a situação do jornalista de Veja, que parece não ver a realidade da pátria em que vive (se é que ele ainda acredita que SP e RJ fazem parte do Brasil), um dos programas mais popularescos da TV, citado por ele próprio na reportagem, foi “exportado” do Nordeste para as capitais sulistas. O Balanço Geral, do sr. Raimundo Varela. O que existe, segundo informações do IBGE, é um aumento substancial do poder de compra das classes menos favorecidas nos últimos anos. Com isso, criar programas que agradem as classes C, D, e E (que são a maioria nacional) é alvo mercadológico que simboliza lucro. Somente a classe C ocupa aproximadamente 44% dos consumidores brasileiros, colocando-os na mira dos especialistas de mercado.

Muitas empresas de bens e serviços já voltaram suas estratégias e campanhas de marketing para as novas classes de poder. E quem não aderiu ao segmento, logo estará criando perspectivas substanciais para atrair quem está inserido na maior parte da população brasileira consumidora. Essa informação, não presente no texto da Veja, acaba por tornar-se um empecilho para credibilidade de tanta verborragia desnecessária.

As falácias deflagradas em preconceito pela grande mídia acerca do Nordeste e dos nordestinos são recorrentes na história da imprensa e a elas somam-se as evidências de um crime prescrito. É assim na política, no futebol e em todas as outras áreas. A título de exemplo, na segunda divisão do ano passado, do campeonato de futebol brasileiro, parecia ter apenas um time disputando o título, o Corinthians paulista. Esse ano, como de praxe, quem centraliza as lentes e narrativas futebolistas é o Vasco da Gama, enviesando muita espinha de bacalhau na garganta de milhares de torcedores.

O estereótipo utilizado por Marthe e equipe limita 51 milhões de habitantes a um simples e ridículo papel de consumidor da miséria humana. A Veja, mais uma vez, parece desconhecer o público com o qual se comunica. E esquece que esse mesmo público consumidor do “mundo-cão” é responsável por 14% das aquisições da sua própria revista, mais de um milhão de exemplares. Veja só, é mais um exemplo de quem vê o Brasil com a cabeça em Marthe.

Artigo publicado no Observatório de Imprensa

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=552FDS014

E no blog de Erick Cerqueira

http://pecando.wordpress.com/





Gênio Bosco: o Som do Brasil

2 07 2009

joãoboscoNum ritmo pra lá de diferente do que os nordestinos estão acostumados a ouvir no mês de junho – aqueles deliciosos forrós pé-de-serra que embalam os festejos juninos –, no dia 26/06, subiu ao palco do programa Global Som Brasil o fascinante (para citar apenas um adjetivo) cantor e compositor João Bosco.

Com muita maestria, o cantor apresentou algumas de suas memoráveis canções ao lado da equiparável estrela Zizi Possi. Canções como Dois pra lá, Dois pra cá e O Bêbado e o Equilibrista que fizeram (e ainda fazem) enorme sucesso na interpretação de Elis Regina ganharam um tom melódico quase flutuante, pela leveza virtuosa que soavam da voz e do violão de Zizi com João.

Não bastasse tamanho prazer em ouvir os dois ídolos da Música Popular Brasileira, o programa ainda contemplou a nós telespectadores com os músicos Elisa Paraíso (interpretando Bijuterias, Bala com Bala e Caça a Raposa), Zé Renato (com os sucessos Kid Cavaquinho, De Frente pro Crime e Papel Machê) e Leandro Sapucahy (cantando Incompatibilidade de Gênio, Mestre Sala dos Mares e Ronco da Cuíca).

As melodias ritmadas pela maneira intrínseca de cada artista apresentar, transformou o palco, cenários, figurinos, iluminação e equipamentos de som em um afinado conjunto singular de habilidades (difícil até mesmo de compreender como algo conjunto pode ser ímpar ao mesmo tempo, mas o foi). Era a arte viva, além dos limitados significados Aureliano.

Mas o tinhoso Gênio Bosco ainda nos reservava outra surpresa. Deu um show a parte com o violonista e compositor Yamandu Costa, que “rasgou” de maneira espetacular os embalos da madrugada. Aquela altura (pois o Som Brasil começou após o programa do Jô, por volta das 2h da madrugada) já estava com meus sentidos em Linha de Passe, como a música que cantavam. Por quase quatro minutos mantive meus olhos fixos no plasma sem saber se era o violão que cantava ou o clamor de João Bosco que “violava” o tempero da canção. Só fui interrompida da admiração que dedicava quando me percebi aplaudindo os músicos, de pé, pelo lado de cá da telinha.

Valeu a pena deixar o edredom a minha espera. O Som Brasil mostrou que entreter não recai em subestimar o público com programação de desvio intelectual. Parabéns a Rede Globo pelo belíssimo espetáculo produzido. E por favor, eu também preciso dormir para enfrentar a maratona de arraias pelo interior da Bahia. 2h da manhã, só mesmo Gênios Boscos pra fazer meu olho não grudar.





Museu de Arte Moderna da Bahia – Artes, Cultura e Lazer

4 05 2009

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O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), situado em um dos cartões postais mais conhecidos e visitados de Salvador, o Solar do Unhão, é caracterizado por um misto encantador do moderno e do antigo, sustentado pela riqueza histórico-cultural que o envolve.

A opulenta construção datada do século XVII, que fora residência do Desembargador Pedro de Unhão Castelo Branco, tal qual, a partir deste, se dera o nome do local, possui capela, casa grande, senzala e fábrica, todos adaptados ao museu, além de aqueduto, chafariz e cais à beira-mar, ou melhor, às margens da Bahia de Todos os Santos que formam um cenário inspirador para quem visita, tornando-se perfeito para as exposições que abriga. São obras ímpares e contemporâneas, como as de Mário Cravo, Tati Moreno, Bel Borba, Carybé, Rubem Valentim, que fica em “Sala Especial”, além de tantos outros artistas que compõem um acervo abundante de obras de arte.

A arquitetura colonial, tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), possui outros espaços acomodados para o visitante, como restaurante, loja de souvenir, teatro-auditório, biblioteca e área livre para shows.

Programação Especial

Até o dia 31/05 acontece a mostra Carybé, no Casarão e na Galeria 1 do MAM, em celebração aos 70 anos da primeira visita do artista a Bahia, além de integrar a programação especial de 50 anos do MAM. Serão esculturas, pinturas, desenhos, gravuras, ilustrações e registros que recontam a história de trabalho do artista.

Nos sábados, das 18h às 21h, acontece o “JAM no MAM”, projeto cultural que traz o mais tradicional e autêntico jazz, com os músicos Ivan Bastos (baixo), Paulo Mutti (guitarra), André Magalhães (piano) e André Becker (saxofone), e a participação de outros profissionais locais, que se apresentam em formato “jam session”: tema e improvisação. Os ingressos custam R$4,00 (inteira) e R$2,00 (meia).

Já no domingo, das 16 às 18h, a programação segue, especialmente, para criançada. Trata-se do “Pinte no MAM”, evento de pintura lúdica ao ar livre, coordenado pelo artista plástico Maninho, destinado ao público infantil. A entrada é franca e vale à pena conferir.

Não deixe de conhecer e participar dos eventos programados pelo MAM, pois, além de aprazível e oferecer cultura de bom gosto, este lugar mágico é, sem dúvida, a representatividade singular que pulsa nas veias da Bahia.

Maiores Informações

Acesse o www.mam.ba.gov.br ou, então, ligue no (71) 3117-6065/ 6141 ou 6139 e divirta-se! A visitação do espaço acontece de terça-feira a domingo, das 13h às 19h, e sábados, das 13h às 21h.

 

Artigo publicado no site da Fundação Cultural CA&BA

http://www.caeba.org.br/site/index.php/page/artigos/id/6





Brasil e França em grande evento cultural

4 05 2009

torre_eiffel1O Brasil abre as portas para a França transformando a estratégica troca de moedas em instrumento francófono cultural para os brasileiros. Trata-se do Ano da França no Brasil, que acontece de 21 de abril (data comemorada pelo Dia da Inconfidência Mineira) até 15 de novembro (Dia da Proclamação da República), com vistas a estender até o fim do ano, de acordo com o calendário festivo. O intuito do evento é divulgar os setores político, econômico, cultural e tecnológico da França no Brasil em reciprocidade ao bem-sucedido Ano do Brasil na França, realizado em 2005. O episódio que está sendo organizado em cooperação de qualidade deve disseminar mais das riquezas humana e artística francesas entre os brasileiros, além de estreitar os laços de amizade que já preconizam entre as duas nações.

A programação que irá abranger todos os estados do território nacional, fazendo exalar a fragrância cultural francesa por onde quer que passe, fora distribuída em três eixos de ação. A primeira denominada França Hoje será composta por criação artística, inovação tecnológica, pesquisa científica, debate de idéias e dinamismo econômico. A segunda, caracterizada por França Diversa, vem acompanhada pelas diversidades da sociedade francesa, de saberes e regional, envolvendo as regiões da França metropolitana e ultramar. Já a França Aberta, terceira linha de ação, preza pela busca de parcerias franco-brasileiras que devam inspirar os projetos, parcerias franco-brasileiras com outros países do mundo, como a África, Caribe e América Latina, e debates sobre os grandes temas da globalização.

Esse que promete ser o ano da efervescência cultural francesa no Brasil terá em sua programação desde Literatura de Cordel com exposições itinerantes, exposição de Arte Moderna e Contemporânea, Montagem Teatral mesclando a religiosidade afrobrasileira à cultura francesa, com dança, vídeo e música ritmada pelo Candomblé e pelo choro, com participação de Gilberto Gil, até festival de Artes Cênicas, lançamento de livros e revistas, oficinas, circo, colóquios, conferências, desfile de moda com showrooms e animações, além de apresentação do Maestro Michel Legrand juntamente com orquestras sinfônicas de diversos estados brasileiros e criação de centro internacional e permanente de Música Negra em parceria com o Museu Du Ritmo, de Carlinhos Brown.

Mais que um intercâmbio de diversidades, espera-se que este grandioso evento se configure como o princípio para a Revolução Brasileira, como fora na França, no que tange o realismo cultural.

Confira no site oficial do Ano da França no Brasil a programação completa para o Estado da Bahia e os demais estados 

www.anodafrancanobrasil.cultura.gov.br

 

Artigo publicado no site da Fundação Cultural CA&BA

http://www.caeba.org.br/site/index.php/page/artigos/id/4