Um dia triste na memória do Brasil

8 04 2011

É com grande pesar, que no dia de hoje, cuja data 07 de abril entra na história do Brasil, que retomo a escrita deste blog. Não em exaltação ao Dia do Jornalista, profissional que sou, mas pela tragédia que deixa um grande vazio e indignação na vida de pais, familiares, vizinhos, amigos, colegas e até desconhecidas, como eu, pela morte das 12 crianças que estudavam na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Na manhã de hoje, um franco-louco-atirador, ex-estudante da escola citada, adentrou os portões que deveriam servir apenas de porta de entrada para a educação e matou 12 adolescentes (até então), entre 12 e 15 anos, além de deixar dezenas de feridos e cometer suicídio após o deplorável ato. O momento, cujas palavras não são capazes de explicar é de grande comoção no país. E nem mesmo as elucidações dos Doutores em Psiquiatria, Psicologia ou qualquer outra ciência humana, convidados a expor suas teorias nas emissoras de rádio, TV, sites, entre outros meios de comunicação, puderam nos acalentar ou nos fazer compreender tamanha crueldade.

Ao chegar do trabalho acompanhei pela TV o desespero dos pais, vi crianças amedrontadas, deduzi uma geração com futuro traumático e conheci histórias interrompidas. E mesmo tendo desligado meu aparelho pela teatralidade da notícia, ainda choro a realidade daqueles que não têm mais lágrimas no olhar. Fico a me perguntar como é possível existir seres humanos capazes de tais atrocidades? Porque negar ao outro o direito à vida?

Diante do meu falível pensamento, em que eu achava que atrocidades desse tipo fossem apenas “coisas de norte-americanos”, desmoronei no penhasco do ledo engano. A violência que põe em dúvida nossa condição humana é uma realidade mundial e se espalha pelos continentes como os rastros das pólvoras deixadas pelas duas armas utilizadas pelo assassino-suicida, Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos.

No dia de hoje, não foram apenas os 12 adolescentes mais o autor do crime que morreram. Morrem aos poucos também, e principalmente, aqueles que ficaram para contar essa história, aqueles capazes de se indignar pelas atrocidades que o homem é capaz de cometer, embora acreditar na humanidade seja o combustível para superar as perdas, dores, fraquezas e seguir a estrada que nos reconduz à capacidade de achar e querer que tudo vai melhorar. Se dará certo, eu não sei, mas usemos nossas palavras e a compaixão como armas em favor da vida.





Pulseira do sexo não deve servir de justificativa para crime

12 04 2010

A mania que virou febre entre as crianças e, principalmente, os adolescentes brasileiros, desde dezembro de 2009, está dando o que falar na grande mídia, embora os blogs sejam os campeões de comentários. As tais “pulseiras do sexo”, como ficaram popularmente conhecidas – utilizadas inicialmente por adultos britânicos em 2006, como uma brincadeira nas casas noturnas – levantou questões polêmicas que vão desde a banalização do sexo na sociedade contemporânea até a iminente proibição do uso e comercialização do acessório.

Em boa parte das escolas brasileiras a proibição na utilização dos braceletes já está vigorando, enquanto em alguns municípios o Poder Público estuda a possibilidade de coibir a comercialização do adorno – a justificativa das autoridades é baseada nas evidências de que as pulseiras do sexo podem ter servido de motivo para práticas criminosas, além de facilitar a ação de pedófilos e tarados. A principal indicação dos atos delituosos está nos crimes ocorridos contra menores. No mês passado, uma adolescente de 13 anos foi estuprada por, pelo menos, três rapazes em Londrina (PR), quando saía da escola, e outras duas foram encontradas mortas no início de abril em Manaus (AM) utilizando as pulseiras.

Compostas por silicone de variadas cores e comercializadas em estabelecimentos que vão desde lojas de grife em shopping centers até barracas de camelô das grandes avenidas e até na porta de escolas, em certos aspectos, o jogo em que estão envolvidas as pessoas que usam a “pulseira do sexo” lembra a “salada mista” – adivinha dos anos 80 que limitava os participantes a trocar selinhos, beijo no rosto, abraço e aperto de mão. No entanto, a versão do século XXI apresenta características mais ousadas e difíceis de serem aceitas por pais, educadores e até profissionais que lidam com o comportamento.

Sem que haja um pedido formal, basta aderir a pulseira plástica para já fazer parte do jogo chamado snap. As regras, essas são ditas pela cor apresentada por cada pulseira. A amarela significa abraço, rosa quer dizer mostrar o peito, laranja expressa dentadinha de amor, roxa é beijo com a língua – talvez sexo, vermelha fica por conta da lap dance – um tipo de dança erótica, verde denota sexo oral a ser praticado pelo rapaz, já a branca, a menina escolhe o que quiser, enquanto azul determina sexo oral a ser praticado pela menina e a preta quer dizer sexo com a menina. Contudo, para receber a “prenda”, como regra do jogo, é necessário arrebentar as tais pulseiras – o que têm causado uma corrida frenética dos meninos atrás das meninas.

Comprovadamente sabemos que a sexualidade se inicia ainda na infância e se intensifica na adolescência, principalmente, por conta das mudanças corporais e hormonais – foi assim com quem já passou dessa fase e será assim para quem ainda não a alcançou. A pulseira do sexo se estabeleceu como um meio para o contato com o sexo oposto (ou mesmo com pessoas do próprio sexo), porém o uso das pulseiras não deve ser interpretado como motivo para práticas violentas. Ninguém é obrigado a fazer sexo com quem não quer. Se o for está caracterizado abuso sexual e o acusado deve ser responsabilizado por seus atos.

Para minimizar e até evitar futuros transtornos, os pais devem manter o diálogo constante com seus filhos e alertá-los sobre os riscos a que podem estar expostos, bem como os educadores devem instruir os estudantes sobre assuntos que contribuem para formação individual e coletiva. Entretanto, embora sexualmente apelativo, e respeitando as divergentes opiniões e decisões alheias, acredito que o jogo das pulseiras do sexo não deva servir de motivo para justificar crimes. Seria o mesmo que apresentar desculpas de um homem que abusou sexualmente uma mulher por ela ter usado uma saia ou um short curto com blusa decotada. Quem pratica um crime, principalmente contra a vida, é um delinqüente infrator que tem ou não distúrbios psicológicos e que deve ser tratado pelas autoridades e descrito pela imprensa como a pessoa que verdadeiramente é: um(a) criminoso(a).





Adolescentes vítimas de homicídio são também vítimas de descaso público

25 07 2009

Em um país de contrastes naturais e desigualdades sociais como o Brasil, a falta de políticas públicas de combate a violencia01violência evidencia a fragilidade a que estão expostos os adolescentes brasileiros, mesmo em Regiões do País consideradas mais desenvolvidas.

Em pesquisa apresentada dia 21 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SPDCA/SEDH), o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência (LAV/UERJ), o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) revelou o alto risco de mortalidade por homicídio contra adolescentes, indicando o valor médio de 2,03 pessoas, entre 12 e 18 anos, assassinadas no Brasil, a cada grupo de 1.000 indivíduos, nos 267 municípios, com mais de 100 mil habitantes avaliados.  O diagnóstico resultante dessa estimativa mostrou-se bastante assustador, haja vista que uma sociedade para ser considerada não violenta deve apresentar valores próximos de 0 (zero).

O município que lidera o topo do ranking de maior IHA é Foz do Iguaçu (Paraná), com valor bem acima da média nacional, indicando 9,7 adolescentes mortos por homicídio, seguidos de Governador Valadares (Minas Gerais) com IHA de 8,5 e Cariacica (Espírito Santo) com 7,3. Entre as capitais, Maceió ficou em primeiro lugar, apresentando IHA de 6,03 e Salvador apareceu em décima posição, com 2,24 adolescentes vitimados. No conjunto dos 267 municípios com mais de 100 mil habitantes, o número total estimado de vidas de adolescentes que serão perdidas, num período de sete anos, a partir de 2006, é de 33.504 jovens.

Ainda de acordo com a pesquisa, avaliações complementares mostraram que, embora a violência letal contra adolescentes seja grave, o impacto dos homicídios continua subindo até atingir o seu pico na faixa de 20 a 24 anos. Entretanto, a análise dos responsáveis pela investigação indica que as políticas públicas devem contemplar idades anteriores, pois as dinâmicas que levaram à perda de vidas dos adolescentes provavelmente se iniciaram em faixas etárias anteriores, como a adolescência.

Diante do quadro gravemente preocupante, mais inquietante é a afirmativa que parte da instância maior de poder público no País. Em entrevista no Itamaraty, o presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, admitiu a falta de políticas públicas para reduzir os índices de homicídio entre os jovens e atestou que a solução para o problema está na educação. Disso, com todo o respeito e toda a certeza, nenhum leigo tem dúvida. Mas o que abre espaço para especulação é o fato de oito anos no poder não ter sido tempo hábil para criação de programas voltados para este sentido – de preservação da adolescência, por meio da educação e outras ações de combate a violência. Isso sim é realmente indigno de compreensão.

Paralelo a este terrível fato que vem a agonizar milhares de pais pelo Brasil adentro, no mesmo dia da divulgação do IHA na imprensa, cerca de 50 alunos do Colégio Estadual Bolivar Santana, localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), manifestaram-se e protestaram em frente à Secretaria de Educação do Estado (SEC), exigindo escola de qualidade e reclamando a falta de professores, já que desde o início do ano letivo não há aulas de física, pela falta de um profissional, além de denunciarem a carência de docentes em ciências e artes laborais, no curso noturno, e os problemas de estrutura física da unidade de ensino.

Mas se esse fosse o único colégio com deficiências estruturais e de ensino a comprometer a vida escolar do aluno… E ainda falam que o investimento neste setor é “extraordinário”, com vistas a “recuperar a juventude brasileira”, novamente o Sr. Lula em entrevista no Itamaraty.

É triste pensar em ter de “recuperar a juventude” quando podíamos ainda na infância promover ações eficazes e eficientes para instruir crianças e construir seres mais íntegros, tolerantes e conscientes do seu papel social.

Outras análises do IHA mostram que a probabilidade de ser vítima de homicídio é quase doze vezes superior para o sexo masculino comparado com o feminino, e mais do dobro para os negros em comparação com os brancos, sendo que a maior parte dos homicídios é cometida com arma de fogo, o que frisa a importância do controle de armamento dentro das políticas de redução da violência letal, segundo a pesquisa.

Pois, bem. Não percamos de vista que 2010 vem aí. O presidente da República e todos os outros representantes do povo precisam fazer valer a confiança dos eleitores. O que queremos é sem dúvida mais ação, ao invés de corrupção.





Analfabetos, 16 mi; Gugu Liberato, 3 mi

13 06 2009

gugu

Em um país onde o salário mínimo não chega a R$ 500,00 e a miséria ronda e adentra milhares de lares brasileiros, deparamos com a fatídica notícia de que o apresentador de TV (que está mais para boneco de fantoche, e das piores representações) Gugu Liberato acaba de fechar contrato milionário com a Rede Record para transportar à emissora dos pastores o enlatado no mesmo formato que apresenta no SBT, por uma cifra de nada menos que R$ 3.000.000,00 por mês.
 
Pasmem! Isso mesmo. É zero até perder de vista. Mas até a educação do país também tem seus zeros nos 16.000.000 de analfabetos. Recentemente, no dia 09/06, saiu o resultado do relatório (Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009) produzido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), relatando sobre a educação no país que, vergonhosamente, mostra que 680 mil crianças e adolescentes, entre sete e 14 anos, estão sem estudar.

Embora, em relação ao acesso escolar, à aprendizagem, permanência e conclusão do Ensino Básico a educação brasileira tenha avançado (atualmente, alcançando o patamar de 97,6% de matriculados, na faixa etária citada), o número dos exclusos é alto e pode se tornar mais gritante caso o povo e seus representantes não tomem medidas sócio-educativas eficientes para combater este mal que se arrasta pela história do Brasil. 

Reclamar de quê?
 
O próprio senador Cristovam Buarque (PDT-DF) expressou em plenário que o fato do Brasil estar muito próximo de “universalizar o acesso à educação” é uma pretensão meramente “ilusória”. E mais, declarou para quem bem quisesse ouvir e entender que o aumento no número de alunos matriculados, sequer significa obter conhecimento: “A matrícula não indica frequência. Frequência não indica assistência. Assistência não indica permanência. Permanência não indica aprendizado”, como bem colocou o senador.

Mas o que Gugu tem a ver com tudo isso? Ora, nada! Afinal de contas não foi ele quem fechou as portas da educação e tão pouco pediu para receber um salário incompatível com a realidade socioeconômica do trabalhador brasileiro. Pelo contrário, o programa do apresentador busca até a inclusão, com a participação dos telespectadores para “tornar os domingos cada vez mais especiais”, como consta na chamada do site oficial do Domingo Legal. Basta apenas clicar e optar por um dos educativos quadros da recreação dominical, como “Devo, Não Nego”, “Lendas Urbanas”, “TV Fuxico”, “Menino de Rua”, “Quero Meu Cãozinho”, entre outras dezenas de circos midiáticos que não exigem esforço mental.

Reclamar de quê quando se tem o maior Ibope dentre os programas exibidos aos domingos? Mudar o foco da apresentação por quê? Dizem que em time que está ganhando não se mexe. E assim, o povo vai se emoldurando nos quadros da deseducação, se é que algum dia a TV dominical teve algo digno de ser chamado educação.

Artigo publicado no Observatório da Imprensa:

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=542TVQ006

 

No site “Página do E”

http://www.paginadoe.com.br/home/post/3189

 

E no site da Fundação Cultural CA&BA

http://www.caeba.org.br/site/index.php/page/artigos/id/21





Movimento Nacional em Defesa do Diploma de Jornalista

13 06 2009

Diploma





Intolerância e Preconceito são reforçados por pais de alunos em escola de Minas Gerais

9 06 2009

rejeitadoA palavra absurdo, oriunda do adjetivo latino absurdus, que significa “desagradável ao ouvido”, e, por extensão, “incompreensível, absurdo”, vai além de uma exclamativa de contestação quando nos deparamos com situação semelhante a vivida pelos pais de um menino de Contagem, na Grande Belo Horizonte, portador de uma deficiência que afeta a comunicação e o desenvolvimento mental.

Um grupo de 20 mães da escola Polo Eustáquio Júnior Matosinhos, onde o garoto estuda, fez um abaixo-assinado e levou ao Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente do município e a Secretaria Municipal de Educação exigindo medidas eficazes para o comportamento do portador de deficiência que, segundo elas, é agressivo com as demais crianças “normais”, pedindo-lhes, inclusive, o afastamento da escola. De acordo com a diretora da instituição, as mães ainda ameaçaram retirarem seus filhos do educandário, caso providências não fossem tomadas contra o menor deficiente. No entanto, a escola que acolhe outras quatro crianças portadoras de deficiências e adota medidas sócio-educativas de inclusão se posicionou de maneira contrária ao pedido dessas mães.

O desafeto e a intransigência das mulheres foram tomados como surpresa para os pais do menino deficiente que disseram estar muito triste com a situação e acrescentaram que, ao contrário do que dizem, o filho é muito carinhoso e adora beijar e abraçar os colegas, e informam que até mesmo o desempenho mental dele vinha melhorando no convívio com os demais alunos.

O que mais impressiona e chama a atenção nesta situação é o preconceito (puramente causado pela ignorância do ser diferente) que partem de pessoas que, de fato, deveriam estimular seus filhos a respeitar as diferenças e deficiências alheias, através de ações que promovam a inclusão social e não afastá-los dessas vivências e rejeitar as pessoas que sofrem de determinados males, transformando crianças em adultos menos compreensivos e intolerantes.

É lamentável a situação e espero que o fato não venha a desencorajar outros pais que têm filhos deficientes e lutam pelo direito de serem tratados como iguais. Que seja mais um estímulo, tanto para os indivíduos quanto aos órgãos competentes, para ações que promovam e perpetuem a igualdade entre os homens.

Artigo publicado no blog “AVida com Logan”

http://www.avidacomlogan.com.br/

 

E no site da Fundação Cultural CA&BA

http://www.caeba.org.br/site/index.php/page/artigos/id/19





EXPOMARK2 – Exposição de Marketing e Empreendedorismo da F2J

9 06 2009

expomark_2_cv_panfletoMuita animação, mostra de marcas, variedade de produtos e distribuições de brindes e cursos promovidos pelo SEBRAE marcaram a EXPOMARK2 – Exposição de Marketing e Empreendedorismo da Faculdade 2 de Julho.

O evento, organizado pelos alunos do curso de Propaganda e Marketing da F2J, aconteceu nos dias 03 e 04 de junho, com o proposito de reunir expositores e anunciantes de diversos segmentos no campus, transformando-o em vitrine para grandes marcas e produtos, além de traduzir as novas tendências do mercado publicitário e de marketing.

Durante a EXPOMARK2 outros eventos paralelos aconteceram como as apresentações da quadrilha junina infantil, estandes de artesanatos e de deliciosas comidas típicas do São João, além de esquetes teatrais, sorteio de brindes e do Espaço Interativo, também chamado de “Espaço Click”, na qual qualquer um pôde trajar as vestimentas tradicionais da festa junina e se divertir com o resultado das fotos.

A EXPOMARK2 foi aberta ao público e contou com o patrocínio da Asa Motor Center, da Secretaria de Cultura de Camaçari, da Premium Salgados, da Mendonça Toldos e Coberturas e apoio da Delicatessen Santana, do Pietro’s Bar, da EP Embaplastil e da Odonto Health.

Veja o resultado da EXPOMARK2 no site: www.expomark.com.br.